sábado, 14 de março de 2009

É possivel filosofar pela circunstâcia transitória concreta de visão de mundo?

O homem em sua história como totalidade dialética de natureza e atividade humana, em processo de autoconsciência e libertação que gera a filosofia, por esta circunstância sim é possivel. A cultura é o meio-termo do homem com a natureza, com isso percebe-se que a filosofia é pensamento e tambem missão, atividade e tarefa.
Vamos resgatar alguns conceitos e ideias centrais do pensamento filosofico, o objetivo de melhor centralizar o seu modo de entender filosofia.
A filosofia é uma forma de reflexão, de pensamento e conhecimento, ela não lida explicidamente com efeitos metódicos ou didáticos, isola a consciência de que um objeto abstraído só é que é, só tem sentido enquanto integrado em seu contexto, na totalidade de que faz parte. A filosofia não tem problemas próprios, indiferente da história e a vida. Portanto a filosofia não tem sentido algum quando não se desdobra em política, ética e pedagogia.
A filosofia se explica e justifica em razão da politica, ou seja, a filosofia está em descobrir a verdade que possibilite ao homem o poder de realizar seu ideal de existência, sua tarefa é portanto, conceber um modelo de homem e sociedade onde o homem possa se realizar.
Então se não existe uma filosofia pura e se a filosofia se explica e justifica em razão da politica, do ponto de vista da totalidade humana que é a história, o filósofo e a filosofia são a consciência critica. O papel da filosofia portanto é problematizar a totalidade humana, a missão do filósofo e a tarefa central da filosofia consiste em ver a realidade como totalidade histórica e uma perspectiva de critica radical, visando um processo construtivo que leve a libertação.
Para o filosofar existem condições a cerca do pensamento, o filósofo estabelece a possiblita a reflexão filosófica.
A primeira condição para que haja reflexão é a de que a filosofia exista. A segunda é de que haja a necessidade de pensar filosoficamente, isto é, é necessário focar quel a raiz da necessidade de se filosofar. Para Aristóteles o que se leva ao filosofar é a surpresa, pois os homens começam a filosofar quando estão maravilhados com suas dificuldades ou com outras coisas promiscuas e elevando cada vez mais seus problemas.
Para Corbisier a raiz do filosofar é a reflexão filosofica que já apontei acima, mas para Hegel a ruptura é a origem da filosofia, isto é, a cisão é a origem da filosofia e o lugar dessa filosofia é o estado, que para ele, a filosofia é a consciência de cultura e fica explicito a forte ligação de filosofia e politica em Hegel e em Corbisier; mas para Hegel também é necessária a conciliação e que está, exista no mundo ideal, quando o mundo em que a maioria das pessoas conhecem, ou seja, o mundo real quando entra em ruína. Para Corbisier essa conciliação não só era dada no plano de pensamento como é defendido em Hegel, e portanto não revolucionária. Mas como o mundo sofre constantes transformações a filosofia é de extrema necessidade para o movimento revolucionário. Como relata Lênin" Se não há movimento revolucionário sem teoria do movimento revolucionário, não há revolução sem filosofia". Para explicar esta citação é simples, precisamos de filosofia porque necessitamos de revolução, Corbisier denota bem essa função que para ele a origem da filosofia tambem pende para a cisão, ou seja, a ruptura, e que essa ruptura é de suma importância como a teoria do movimento revolucionário, que é tida como transformação da globalidade, com isto a superação através da revolução surge um terceiro requisito que é a CORAGEM DE PENSAR.
A filosofia tende ao que é verdadeiro ou ao que parece ser, e esse contexto parece ser bem perigoso para o filósofo, pois a verdade ou o que parece ser verdadeiro é extremamente contraditótio, pois apresenta implicações de ética e política.
Surge um quarto requisito que é a confiança na razão que é fruto de esmere/Edésia humana, da práxis esta que por sua vez mostra a racionalidade do mundo físico. E com essas afirmações fica claro que o mundo é cosmos e não caos e que se fosse um caos á vida humana simplismente não existiria.
Estes não são os únicos requisitos que Corbisier expõem, existem muitos outros mais esses são os únicos que contribuem para o nosso entender do que é a filosofia agora, para ele o começo do estudo da filosofia só é possivel quando um sujeito e sua circunstância já esta relacionado com filosofia, ou seja, este sujeito já esta problematizado sob o ponto de vista da globalidade mesmo que tenha consciência do fato abordado ou não quando sentimos vontade de filosofar estamos nos rendendo a filosofia da práxis e a filosofia por sua vez torna-se um instrumento para a revolução e então se volta ao pensamento de que a filosofia só pode ser desenvolvida através da politica.
Para Corbisier o homem em sua situação concreta é o único a fazer filosofia; também fica claro em Gabriel Marcel que não há filosofia sem uma situação fundamental analisado ao homem e segundo Corbisier, a filosofia então é uma atitude reflexiva e também há uma critica da totalidade que e história da vida humana é uma tarefa transformada á serviço do homem e a mesma idéia aparece quando ele afirma qie a crítica tem em si implícita a transformação.
Como já descrevi a origem da filosofia para Corbisie e Hegel aé a cisão, a ruptura e já que a origem é a mesma a finalidade tambem há de ser a mesma, mas enquanto para Hegel a conciliação que traz o novo é no mundo ideal para Corbisier isso se dá no mundo real, ou seja, no concreto na totalidade histórica.
Para finalizar é demostrado com clareza que a filosofia é a teoria da práxis, é uma revolução a serviço da organização social e a politica que é a conclusão a libertação propriamente dita, e que esta só tem sentido nestas três atividades que são de suma importância a nossa sociedade; que são elas Politica, Ética e Pedagogia.